Os recentes avanços na venda da SAF do Vasco levantaram uma enorme possibilidade para o futuro a longo prazo do clube carioca. O jornalista Paulo Vinícius Coelho utilizou o seu espaço de análise no programa do UOL Esporte nesta última terça-feira (24) para desenhar um cenário surpreendente envolvendo a alta gestão do futebol brasileiro.
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Transição de poder e o fim de ciclo no Palmeiras
Segundo a leitura tática e política do comentarista, a atual presidente do Palmeiras, Leila Pereira, poderá assumir um papel de extremo protagonismo no Vasco a partir da temporada de 2028, logo após o fim de seus compromissos oficiais em São Paulo.
A confirmação do presidente Pedrinho sobre o andamento veloz nas negociações com o investidor Marcos Lamacchia acendeu um sinal de alerta no mercado esportivo. O empresário que negocia a compra das ações cruzmaltinas é enteado da executiva palmeirense e filho de José Roberto Lamacchia, o poderoso fundador da Crefisa.
O comentarista explicou que a gestora indicou durante os eventos da Copa Libertadores da América que vive o seu penúltimo ano de mandato, descartando praticamente qualquer tentativa de costurar um terceiro período consecutivo à frente do time alviverde.
Sem amarras políticas e obrigações estatutárias a partir do ano de 2028, a executiva terá total liberdade para definir os seus próximos passos dentro do esporte bretão. O Vasco, que busca se reestruturar financeiramente com a venda do seu futebol para o enteado da mandatária, surge como um destino natural para a injeção de capital.
PVC analisou o vasto leque de opções que estarão disponíveis para a gestora milionária:
“Ela tá admitindo falando sobre seu penúltimo ano de mandato e, depois de 2028, ela tá livre para fazer o que ela quiser, para se juntar o Marcos Lamacchia na SAF do Vasco, ou para não se juntar ou para tentar concorrer a um cargo outro cargo no futebol ou não concorrer”.
O possível conflito de interesses é acompanhado de forma minuciosa pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas a estrutura atual do negócio não fere o regulamento de governança.
O comprador da Vasco SAF não possui cargos executivos no clube paulista e nem na instituição financeira da família, além de não deter um parentesco de sangue direto com a atual presidente.
Essa configuração específica blinda a transação comercial contra bloqueios jurídicos imediatos, permitindo que o time do Rio de Janeiro continue os pesados trâmites administrativos para a venda definitiva das suas cotas.
O jornalista encerrou a sua participação no canal esportivo avaliando friamente o cenário jurídico e os cuidados que o rival paulista precisará adotar no futuro próximo:
“A partir de 2028, não tem nenhum conflito de interesses e nesse momento também não tem, embora se possa discutir na CBF as relações familiares, a Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ela não é parente direta do Marcos Lamacchia, que é filho do marido dela, que não tem cargo no executivo do Palmeiras, então é difícil você comprovar uma relação de conflito de interesses que a CBF vai estudar, se existe ou se não existe. A partir de 2028, o Palmeiras vai ter que cuidar de que a Leila não leve nada do Palmeiras para uma futura eventual hipotética relação de outro clube”.