O departamento jurídico do Vasco da Gama prepara uma verdadeira engenharia financeira e internacional para garantir a venda da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A diretoria e o investidor Marcos Lamacchia pretendem debater formalmente com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a adoção de um modelo administrativo europeu para assumir o comando cruz-maltino sem esbarrar nas severas regras de Fair Play Financeiro.
A intenção de contornar os entraves já foi comunicada de maneira informal aos diretores da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) nesta quinta-feira (26).
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O obstáculo familiar e a criação do “Fundo Cego” (Blind Trust)
O grande complicador dessa operação financeira, que promete superar a impressionante marca de R$ 2 bilhões e inclui a intenção do comprador de investir cifras muito além do mínimo obrigatório estabelecido, está na árvore genealógica do interessado.
O executivo é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e as regras de sustentabilidade esportiva da federação brasileira (Artigo 86) proíbem rigorosamente que parentes de até segundo grau por afinidade controlem dois times na mesma divisão.
A revenda do Gigante da Colina seria inevitavelmente bloqueada pelo órgão regulador enquanto a mandatária permanecesse no cargo até o encerramento do calendário de 2027.
Para evitar o colapso de toda a bilionária negociação e proteger o clube carioca de severas punições desportivas, a solução encontrada foi a implementação temporária de um Blind Trust, ou simplesmente um fundo cego de investimentos.
Essa estrutura corporativa permite que o empresário compre a totalidade das ações da agremiação e deposite os valores previstos no contrato de compra e venda sem participar diretamente da gestão administrativa ou possuir qualquer tipo de poder decisório nas contratações do futebol.
O comando das operações ficaria nas mãos de administradores completamente independentes até que a sua familiar encerrasse definitivamente o mandato no clube adversário.
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A inspiração na UEFA e a engenharia da diretoria do Vasco
O formato complexo sugerido para destravar o aporte milionário no futebol do Rio de Janeiro já é amplamente estudado pela agência brasileira e possui precedentes de extremo sucesso aprovados pela UEFA no futebol do velho continente.
O City Football Group utilizou exatamente a mesma manobra jurídica e administrativa para conseguir afastar o seu poder de controle sobre o Girona, garantindo que o clube espanhol pudesse disputar a Champions League ao lado do “irmão” mais rico Manchester City sem infringir o duro regulamento que veta o monopólio e a famigerada multipropriedade na principal competição de clubes do planeta.
Para viabilizar toda a operação sem onerar precocemente o novo parceiro comercial, o Vasco montou uma grande estratégia de aquisição dividida por etapas nos bastidores institucionais.
O clube associativo pretende adquirir 100% das ações que estão atreladas à antiga sócia 777 Partners de forma extremamente parcelada, repassando o gigantesco pacote de 90% ao investidor apenas quando a documentação da empresa independente estiver totalmente aprovada pelo sistema brasileiro.
O empresário assumirá a responsabilidade financeira e injetará os recursos pesados para cobrir essa transação primária assim que o conselho regulador da CBF der o sinal verde oficial para o andamento do negócio sem punições técnicas à equipe de São Januário.
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