O volante Tchê Tchê, um dos grandes líderes do elenco do Vasco na atual temporada, mostrou que a sua influência vai muito além do excelente desempenho nas quatro linhas. Engajado em causas sociais urgentes, o camisa 3 do Gigante da Colina cobrou um posicionamento muito mais rígido das autoridades públicas e esportivas contra o racismo nesta última segunda-feira (30).
O atleta exige que as instituições apliquem punições severas e definitivas para erradicar os cruéis episódios preconceituosos que continuam manchando a imagem do esporte e da nossa sociedade.
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A entrevista do atleta do Vasco e a cobrança na lei
Em uma entrevista exclusiva concedida para a rádio Itatiaia, o jogador defendeu um combate frontal e sem ressalvas ao preconceito no mundo da bola. Para o meio-campista do time carioca, a impunidade atual é inaceitável, e a justiça desportiva precisa endurecer as suas regulamentações para garantir que os racistas não retornem às arquibancadas dos estádios, exigindo que a punição transpasse o ambiente do futebol.
O volante também aproveitou o espaço generoso na mídia para convocar os seus colegas de profissão a adotarem uma atitude muito mais engajada. Ele assumiu o seu papel de figura pública no Vasco e disparou contra o silêncio:
“Acredito que sim (maior punição esportiva). Alguns torcedores foram presos e depois soltos. Devia ter punição maior nos estádios. Não só no esporte, mas na vida. Algo mais específico e mais pesado. Nossa luta continua na vida. Os atletas tinham que se posicionar mais. Não fico com esse receio de me posicionar e não fujo disso”.
— Observatório Racismo (@ObRacialFutebol) March 31, 2026
Experiências pessoais e a mensagem no Vasco
Além de debater o macrocenário estrutural, o desabafo contundente do atleta escancarou as suas feridas pessoais. Mesmo usufruindo do alto status de um jogador de elite da primeira divisão nacional, ele relatou abertamente que ainda precisa enfrentar o racismo velado nas suas tarefas diárias.
A fama e a segurança financeira, de acordo com o próprio profissional, não funcionam como um escudo impenetrável contra os olhares tortos ao transitar por alguns espaços públicos luxuosos.
Ao citar a perseguição internacional criminosa que o craque Vini Jr. sofre fora do país, ele reafirmou a sua intenção de ser uma voz ativa e permanente no esporte. Ele espera que o seu relato reverbere no Vasco e no país inteiro para promover mudanças:
“Não dá para fechar os olhos ou simplesmente achar que não acontece. Vemos isso no dia a dia. Entrou em devidos lugares e vimos os olhares. Com ele é pior pelo que alcançou não deveria passar, imagina com quem não é conhecido. A luta tem que permanecer para que não tratem como comum isso.”