O Vasco segue sem vencer na Copa Sul-Americana de 2026. A equipe mandou a campo uma formação alternativa e sofreu uma dura virada por 2 a 1 para o Audax Italiano, em São Januário. O jogo foi marcado por intensas reclamações contra a arbitragem.
Na coletiva pós-jogo, o técnico Renato Gaúcho tentou blindar o elenco das fortes vaias da torcida. Ele reafirmou que o planejamento de poupar titulares foi necessário devido à maratona de jogos. O treinador destacou que colocar força máxima a cada três dias é um risco que fatalmente prejudicaria o clube na Série A.
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A prioridade do Vasco
O comandante do Vasco foi muito transparente sobre as limitações atuais do plantel. Ele revelou que conversou com o presidente Pedrinho e ambos concordaram que contratações com características diferentes são vitais. O treinador alertou os jornalistas e os torcedores sobre a importância do torneio nacional porque “o Brasileiro rebaixa”:
“Eu entendo o torcedor. O torcedor é paixão em todo lugar, ele paga ingresso e quer ver o time ganhar. Mas eu tenho a seguinte opinião: você tem a Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro. Você não pode ter as duas coisas. Será que o torcedor quer que o torcedor avance na Sul-Americana e vá para o Z4 do Brasileiro? Essa é a pergunta que o torcedor tem que fazer. Não adianta colocar a mesma equipe de três em três dias, eu fui jogador. Se eu colocar a mesma equipe nós vamos perder no Brasileiro e na Sul-Americana. Eu sei que o torcedor fica chateado, mas eles têm que fazer essa pergunta.”
Apesar da escalação alternativa com jogadores como Thiago Mendes, Andrés Gómez e David acionados ao longo da partida, o técnico defendeu o seu trabalho. Ele lembrou que assumiu o Vasco na última colocação e já conquistou mais de 50% dos pontos disputados na principal competição do país. Renato também descartou utilizar garotos da base em momentos de grande pressão para não queimar os jovens talentos.
Renato Gaúcho, treinador do Vasco, falou sobre as reclamações da torcida, que gostaria que o time atuasse com titulares tanto no Brasileirão quanto na Sul-Americana. Para o técnico do Cruzmaltino, no momento, não é possível focar em ambas as… pic.twitter.com/9ZO1XTCEU5
O desabafo contra a Conmebol e os erros do árbitro
O grande alvo da fúria cruzmaltina foi o árbitro Hernan Heras. O juiz expulsou o volante JP no primeiro tempo em um lance polêmico e deu cartão vermelho para Carlos Cuesta no fim do jogo, após marcação de pênalti via VAR. O técnico ironizou a Conmebol, que recentemente abriu um processo por ele não ter viajado para a Argentina.
O treinador cobrou os mesmos “dois pesos e duas medidas” da entidade para punir os graves erros do apito em solo carioca. Visivelmente irritado com a desigualdade das punições, o treinador do Vasco disparou contra as autoridades sul-americanas na sala de imprensa:
“Eu sempre falei que a prioridade do clube é o Brasileiro. É a prioridade do clube. Eu não viajei, me criticaram, e a Conmebol gritou lá… Será que a Conmebol vai gritar com o árbitro de hoje? Ou vão gritar comigo? A Conmebol tem que estar preocupada com quem vai apitar os jogos. É essa a preocupação da Conmebol (processo)?“
A equipe foca agora na partida de sábado contra o São Paulo pelo Brasileirão.