A lua de mel entre Renato Gaúcho e as arquibancadas chegou ao fim de maneira abrupta. O comandante vivencia o seu primeiro momento de alta pressão no Vasco após o time completar uma preocupante marca de cinco partidas sem conhecer o sabor da vitória. O ápice dessa crise técnica inicial ocorreu na noite desta terça-feira (14), com a dura derrota sofrida para o chileno Audax Italiano, em pleno gramado de São Januário, pela fase de grupos da Sul-Americana.
O resultado negativo no torneio continental frustrou as expectativas e desencadeou uma forte onda de vaias que ecoou por todo o estádio. As críticas foram majoritariamente direcionadas ao trabalho do treinador, que não aceitou o julgamento precipitado de forma passiva.
Visivelmente contrariado com a impaciência extrema da massa cruzmaltina, o profissional usou os microfones da sala de imprensa para se defender de forma veemente, utilizando o seu aproveitamento inicial como escudo.
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Queda de rendimento acende alerta no Vasco para próximos jogos
Na visão do técnico, o saldo geral do seu primeiro mês de trabalho justifica muito mais elogios do que cobranças desproporcionais:
“O torcedor do Vasco sofre há muito tempo. Mas não adianta massacrar ou ofender os jogadores de hoje porque esse grupo vai até o meio do ano. E as vaias ao treinador? Cheguei com o time em último. Mas agora está no meio da tabela. Ganhei 12 dos 21 pontos, mais de 50%. Então, a culpa é do treinador?”
Desde que assumiu as rédeas do plantel, o comandante tentou modificar o desenho tático para estancar a sangria de gols. A aposta em um meio-campo com três volantes visava fortalecer a proteção da zaga, mas a teoria não funcionou adequadamente na prática das quatro linhas.
Os dados mostram que a equipe sofreu 13 gols em nove partidas sob a sua tutela, evidenciando uma enorme dificuldade em fechar os espaços. Por outro lado, o setor ofensivo reagiu bem aos novos estímulos e balançou as redes adversárias 14 vezes.
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Respaldo interno garante foco absoluto no Campeonato Brasileiro
A opção deliberada por quase abandonar a competição internacional para preservar os titulares também rende muitas críticas ao departamento de futebol. O estopim dessa insatisfação ocorreu na primeira rodada, quando o treinador optou por não viajar para a Argentina no confronto diante do Barracas Central, atitude que inclusive rendeu um processo disciplinar movido pela Conmebol.
No entanto, toda essa pressão midiática não encontra qualquer ressonância nos bastidores decisivos do Gigante da Colina.
O presidente Pedrinho avalia o trabalho diário de forma altamente positiva e entende que a intensa oscilação faz parte do cruel calendário nacional. A moral do treinador segue inabalável com a alta cúpula diretiva, além de contar com a confiança absoluta do elenco de jogadores, que se sentiu potencializado com a chegada da atual comissão técnica.
Com o grupo blindado internamente e fechado em prol de um único objetivo, a prioridade máxima agora é buscar a reabilitação imediata no Brasileirão, enfrentando o forte time do São Paulo já no próximo sábado.
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