O Vasco e seus torcedores lidam com um incômodo diagnóstico de falta de eficiência no planejamento do futebol profissional após o clube investir o montante expressivo de R$ 105,9 milhões na contratação de seis reforços para o setor de frente na atual temporada de 2026. De acordo com um levantamento de dados estatísticos realizado e publicado originalmente pelo portal Papo na Colina nesta segunda-feira (25), o pacote de jogadores contratados para atuar do meio para a frente entregou a tímida marca de apenas 7 participações diretas em gols.
O baixo retorno técnico das contratações milionárias aumentou consideravelmente a pressão interna sobre a diretoria executiva no Rio de Janeiro, especialmente pelo fato de a equipe profissional estar flertando de perto com a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
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O fracasso dos investimentos milionários na linha de frente
As maiores fatias do orçamento do departamento de futebol da Vasco SAF foram destinadas a atletas que perderam espaço com o técnico Renato Gaúcho devido às exibições ruins em sequência. O atacante Brenner, que demandou o maior aporte financeiro do ano ao custar R$ 31 milhões, entrou em campo em 23 partidas e conseguiu balançar as redes em apenas 3 oportunidades, contribuindo com uma única assistência.
Cenário muito semelhante vive o ponta colombiano Marino Hinestroza, jogador que custou R$ 30 milhões aos cofres cruz-maltinos e continua sem marcar nenhum gol, registrando apenas um passe decisivo em seus 18 jogos disputados no gramado de São Januário.
A lista de reforços ofensivos que não conseguiram render o esperado engloba outras peças caras que hoje amargam o banco de reservas ou sofrem com as vaias das arquibancadas. O ponta-direita Benjamin Garré recebeu um investimento de R$ 15 milhões da diretoria, mas soma uma única assistência após vestir a camisa vascaína em 22 confrontos oficiais.
Já o meio-campista suíço Maxime Domínguez, que exigiu o pagamento de R$ 12,4 milhões para sua transferência, anotou um gol isolado e distribuiu um passe decisivo ao longo de suas 15 aparições táticas na temporada.
Marino ainda não marcou gols jogando pelo Vasco – Foto: Alexandre Durão
Os números nulos de Loide Augusto, Jean David e as raras exceções no Vasco
O balanço estatístico do setor de frente traz dados ainda mais assustadores para os analistas de mercado da instituição esportiva. O atacante angolano Loide Augusto foi comprado pelo valor de R$ 9 milhões e segue zerado em gols e assistências após entrar em campo 18 vezes no ano.
Fechando o pacotão de jogadores que não vingaram do meio para a frente, o chileno Jean David custou R$ 8,5 milhões e não registrou nenhuma participação direta em gols nas 15 partidas em que foi acionado pela comissão técnica.
A escassez de gols na linha de frente só não gerou um cenário de caos completo graças ao rendimento individual de três peças que conseguem se salvar dos protestos da torcida. O experiente volante Thiago Mendes se consolidou como a principal referência técnica e o capitão do time, ditando o ritmo de marcação no meio-campo vascaíno.
No comando do ataque, o centroavante argentino Claudio Spinelli tem se destacado pela forte entrega física e acumula números dignos, somando 5 gols marcados e uma assistência na conta.
O terceiro elemento que entrega utilidade tática ao esquema de Renato é o meia colombiano Johan Rojas, jogador que atua no Rio de Janeiro por meio de um contrato de empréstimo. Embora o meio-campista conviva com críticas esporádicas de parte das organizadas devido à oscilação coletiva, suas exibições são vistas como importantes para a engrenagem do elenco.
A cúpula diretiva do Vasco terá que utilizar esse mapeamento financeiro para recalibrar de forma urgente os alvos no mercado da bola, buscando nomes de impacto imediato na janela de transferências de julho.