A busca por um novo dono para o futebol do Vasco caminha a passos largos para um desfecho extremamente positivo nas alamedas de São Januário. Há uma onda de animação muito grande nos bastidores políticos de que a proposta oficial apresentada por Marcos Lamacchia é a melhor solução financeira para reerguer a instituição.
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Jornalista conta detalhes sobre esforço de Pedrinho para selar a venda
Conforme trazido a público pelo jornalista Flávio Dias, no canal Atenção Vascaínos!, o presidente Pedrinho tem enfrentado um desgaste físico e emocional imenso no comando do processo, chegando a perder “alguns fios de cabelo” e lidando com problemas de ordem pessoal e particular devido às ferrenhas brigas políticas e interesses de grupos rivais.
Apesar dos sacrifícios na presidência do clube associativo, o dirigente está muito perto de selar a sua grande marca administrativa. O jornalista destacou a projeção para o encerramento do mandato do ex-jogador:
“Acho que ele vai completar o seu mandato fazendo uma grande venda, fazendo uma ótima venda. Um contrato muito mais amarrado, com melhores dividendos ao clube.”
Diferente do processo obscuro conduzido na época da 777 Partners, a atual gestão adota a legalidade e a transparência total como pilares básicos. Todos os contratos da Vasco SAF serão abertos para a avaliação de conselheiros e sócios, mantendo um canal direto de comunicação com a CBF para sanar quaisquer dúvidas regulamentares até o anúncio oficial do negócio, previsto para ocorrer até o final de junho de 2026.
“Pedrinho está muito desgastado com todo o processo de venda da Vasco SAF”, afirma jornalista – Foto: Matheus Guimarães/Lance!
Empréstimo DIP garante reforços para Renato Gaúcho no Brasileirão
Enquanto os bastidores indicam que novos cortes de funcionários e supressão de cargos internos devem acontecer nas próximas semanas, o diretor de futebol Admar Lopes segue prestigiado por suas ações recentes e está mantido no departamento técnico. O foco imediato do elenco principal do Vasco está voltado para o retorno do calendário esportivo após a paralisação da Copa do Mundo.
A comissão técnica de Renato Gaúcho trabalha para avançar de fase nos mata-matas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil — onde fará um clássico decisivo contra o rival Fluminense —, além de focar todas as atenções em somar pontos para escapar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Como os ritos burocráticos internos para a assinatura definitiva das ações — como as auditorias de due diligence e a convocação da Assembleia Geral de sócios — demandam tempo, o dinheiro grosso de Marcos Lamacchia não cairá na conta do clube a tempo da abertura da janela de transferências de julho.
Para contornar a situação sem deixar o time desguarnecido, a diretoria estuda recorrer a um empréstimo financeiro do tipo DIP, mecanismo de crédito voltado para empresas em fase de reestruturação.
Esse recurso garantirá o fluxo de caixa imediato necessário para fechar com os primeiros volantes e meias exigidos pelo treinador, deixando os investimentos de maior impacto financeiro para aparecer na janela de fim de ano projetando a temporada seguinte.
Dando sequência aos movimentos internos para a assinatura do MoU com o futuro investidor, a diretoria do Vasco trabalha nos bastidores para viabilizar um segundo empréstimo DIP.
— ✠Estagiário do VASCO✠ (@EstagiarioVasco) June 16, 2026
Garantias de José Lamacchia e a reestruturação da Vasco SAF
A nova modelagem do negócio envolve cifras impressionantes que superam a barreira dos R$ 3 bilhões de reais. Esse montante global será utilizado de forma estratégica para o pagamento completo de dívidas cíveis e trabalhistas, melhorias de infraestrutura no Centro de Treinamento (CT), orçamento para contratações nas janelas de transferências e aquisição definitiva de direitos federativos de atletas de ponta.
O grande diferencial do contrato está na sua blindagem jurídica: o comprador terá como avalista o seu pai, José Lamacchia, proprietário da financeira Crefisa, que colocará seus próprios bens particulares passíveis de arresto judicial caso ocorra inadimplência.
O contrato também veta qualquer possibilidade de revenda das ações por parte de Marcos nos próximos 10 anos e eleva a verba mensal de custeio de São Januário de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões.
A reestruturação administrativa também passará por uma profunda dança das cadeiras no ambiente corporativo. A iminente substituição de Carlos Amodeo por Fred Luz (ex-flamengo e atualmente na consultoria Alvarez & Marsal) no cargo de CEO da Vasco SAF sinaliza uma mudança profunda nos conceitos de gestão no mercado esportivo.
Amodeo deixa o cargo administrativo em comum acordo por conta do término de seu vínculo contratual; o profissional era elogiado pela capacidade técnica na gestão de planilhas, mas sofria com o forte desgaste político gerado pela cobrança por melhores resultados no futebol e receitas de patrocínio master.