Uma notícia de última hora chacoalhou as estruturas administrativas da Vasco SAF e adicionou um ingrediente dramático à crise institucional de São Januário. A interventora judicial Samantha Mendes Longo renunciou formalmente ao comando provisório do futebol cruz-maltino com menos de uma semana de atuação no cargo corporativo.
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Falta de segurança na sede e cobrança de torcedores
A petição enviada à Justiça do Rio de Janeiro detalha que a advogada optou por entregar a cadeira presidencial após sofrer um fato grave que colocou em risco a sua integridade e segurança pessoal nos bastidores. A decisão de deixar o posto aconteceu justamente no dia em que os diretores da Força Jovem, Ira Jovem, GDA e Mancha Negra bateram na porta da sede comercial da SAF para cobrar respostas sobre as contratações e o novo técnico.
Ao descobrirem que a interventora não estava no escritório e que só havia pisado no local uma única vez desde sua nomeação, os torcedores do Vasco gravaram vídeos prometendo rastrear o paradeiro da gestora e garantindo que iriam atrás de novas frentes e endereços já nesta quarta-feira.
Antes de oficializar o seu desembarque, a profissional entregou um dossiê técnico destrinchando a real situação financeira da agremiação na Recuperação Judicial.
O relatório apontou a existência de graves falhas de governança de mercado e criticou duramente o excesso de informalidade na confecção dos registros das reuniões do Conselho de Administração da SAF, exigindo uma regularização imediata de conduta e maior transparência fiscal da diretoria associativa.
O lado positivo destacado no relatório técnico aponta que a Diretoria Executiva do Vasco continua desempenhando suas funções e tocando o dia a dia do vestiário de maneira normal.
Visando pacificar a guerra jurídica que corrói os bastidores de São Januário, a defensora propôs que a Justiça obrigue a abertura de uma mesa de mediação conjunta entre o clube, os americanos da 777 Partners e o grupo comprador do investidor Marcos Faria Lamacchia para selar a venda definitiva da empresa.
A batata quente retorna agora para as mãos do Tribunal de Justiça fluminense, que precisará definir o substituto para comandar a intervenção e gerir o fluxo de caixa enquanto o racha político não se resolve.
O elenco do Gigante da Colina segue trabalhando de forma isolada na intertemporada de treinamentos, alheio às polêmicas das salas de reuniões, focando exclusivamente na retomada do Campeonato Brasileiro.