O atacante colombiano Marino Hinestroza vive momentos de extrema incerteza defendendo as cores do Vasco. O jogador de 23 anos virou alvo de sondagens de equipes do exterior para a abertura da janela de transferências, mas a diretoria administrativa não pretende negociar o ativo neste momento, visando proteger o investimento de R$ 30 milhões feito em janeiro com contrato longo assinado até dezembro de 2029.
Contudo, a permanência do atleta esbarra em uma crise de bastidores provocada por um forte desgaste de relacionamento com o técnico Renato Gaúcho.
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De acordo com as informações apuradas pelo portal ge, o clima azedou de vez após o clássico entre Vasco e Botafogo, ainda no mês de abril.
Questionado sobre as atuações apagadas do ponta, o comandante deu uma declaração polêmica afirmando que jogadores colombianos e equatorianos sofrem para entender a parte tática do futebol brasileiro, pontuando que só aprova contratações de profissionais dessas nacionalidades se eles já tiverem rodagem anterior por clubes do Brasil.
A frase gerou uma enorme onda de insatisfação no vestiário do Vasco. O elenco tomou as dores do quarteto formado por Marino Hinestroza, Andrés Gómez, Cuesta e Johan Rojas, iniciando um velado boicote às metodologias aplicadas pela comissão técnica.
O atacante perdeu completamente o prestígio na ponta direita e ostenta uma seca incômoda: são 18 jogos oficiais disputados com a camisa vascaína e nenhum gol ou assistência anotada na temporada de 2026.
Declaração do treinador não foi bem recebida pelo elenco Cruzmaltino – Foto: Perfil Oficial Placar/Facebook
Precipitação física e a herança deixada por Rayan
A análise feita pelos membros do comitê de futebol do Vasco indica que a joia de R$ 30 milhões sofreu com uma péssima gestão física na sua apresentação no CT Moacyr Barbosa. O atleta desembarcou das férias e estreou apenas seis dias após o anúncio oficial, sofrendo para aguentar o ritmo das atividades propostas pelo então técnico Fernando Diniz.
O erro de colocá-lo para jogar sem o devido recondicionamento médico queimou o jogador com a torcida, que chegou a protestar de forma agressiva na entrada do centro de treinamentos.
Para piorar a situação emocional do jovem, ele herdou a responsabilidade de substituir o atacante Rayan, vendido recentemente ao futebol europeu. A cobrança para virar o principal nome ofensivo da equipe esmagou a confiança do colombiano em campo.
Com a parada do calendário para a Copa do Mundo, o diretor executivo Admar Lopes tenta contornar o racha no elenco enquanto o presidente Pedrinho busca acelerar os trâmites burocráticos da Vasco SAF para anunciar novos reforços solicitados pelo treinador.
Além da relação desgastada com a torcida, Marino Hinestroza também vive um momento de desgaste com Renato Gaúcho.
A declaração do técnico sobre jogadores colombianos e equatorianos não foi bem recebida no elenco, que mantém boa relação com o quarteto colombiano do grupo.… pic.twitter.com/XmdeYTadK3