A classificação nos pênaltis não impediu Fernando Diniz de fazer duras críticas à postura do Vascono empate contra o Volta Redonda. Em coletiva após o jogo, o treinador não poupou palavras para descrever os primeiros 45 minutos da equipe: “Terrível, sem margem de fazer um mínimo de análise positiva. Muito mal. Mal tecnicamente, taticamente e principalmente, mal animicamente”, afirmou.
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“Não estava bem”: a saída de Coutinho e a entrada de Spinelli
Segundo Diniz, o time entrou em campo com uma soberba perigosa.
“A gente entrou achando que ia ganhar de qualquer jeito, virou perdendo de 1 a 0 e podia ter virado perdendo de dois”.
A mudança de atitude só veio no segundo tempo, após uma mexida que chamou a atenção de todos: a saída do craque Philippe Coutinho.
O treinador foi direto ao explicar por que tirou o camisa 10 ainda no intervalo.
“(O Coutinho) Não estava bem no jogo, não estava legal e a gente resolveu tirar. Eu coloco quem acho que vai fazer o Vasco render melhor”.
A aposta se provou correta com as entradas de Rojas e, principalmente, Spinelli. O argentino marcou o gol de empate e foi elogiado pelo comandante:
“Spinelli entrou bem, não só o gol, muita disposição. O começo entrou bem e hoje foi determinante”.
Spinelli comemora seu primeiro gol pelo Vasco e recebe elogios de Diniz – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
A sombra de Rayan e o “fantasma” das finalizações
Diniz também usou a coletiva para diagnosticar o problema crônico do ataque: a falta de definição. E o “culpado”, segundo ele, é a ausência de Rayan. O técnico citou o ex-jogador diversas vezes como o elemento que falta para transformar o volume de jogo (foram 31 chutes contra o Voltaço) em gols.
“A gente se acostumou com a presença do Rayan. Se a gente chutou 20 bolas num jogo, 30 no outro… o Rayan, com o poder que ele tinha, quantos gols ele não teria?”, lamentou.
Diniz durante a partida contra o Volta Redonda – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
“Dificilmente vou pedir demissão”
Pressionado pela torcida, que o xingou novamente, Diniz garantiu que não vai abandonar o barco. Ele usou o exemplo do Fluminense de 2023 — que ficou dez jogos sem vencer antes de ser campeão da América — para pedir persistência.
“Nunca pedi demissão e nunca saí para outro clube. Se acontecer alguma coisa, vou ser mandado embora. Dificilmente vou pedir demissão”, concluiu, assegurando sua permanência para a sequência da temporada.