O sentimento da comissão técnica do Vasco após o primeiro desafio internacional da temporada foi de que a vitória escapou por pouco. O empate por 0 a 0 contra o Barracas Central, na estreia da fase de grupos da Copa Sul-Americana, foi detalhadamente analisado pelo auxiliar técnico Bruno Lazaroni durante a entrevista coletiva pós-jogo na Argentina.
Segundo ele, mesmo com o foco voltado para a recuperação no torneio nacional, a equipe alternativa teve plenas condições de conquistar os três pontos.
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Lazaroni explicou que o planejamento da partida foi inteiramente desenhado por Renato Gaúcho antes da viagem. A ideia era espelhar o sistema de jogo do adversário:
“Renato planejou para esse jogo, de forma inicial, espelhar o Barracas, que jogava no 5-3-2. Por isso nós iniciamos com Matheus França e Nuno Moreira, que são dois jogadores que têm mais capacidade de flutuação.”
O auxiliar também destacou que faltou velocidade na circulação da bola para desmontar as compactas linhas de defesa dos argentinos.
A decisão de não levar a equipe titular para Buenos Aires foi defendida com clareza. A comissão entendeu que o rodízio era inadiável para não estourar o plantel titular do Vasco que briga no Campeonato Brasileiro:
“A gente optou nesse momento por priorizar um pouquinho o Campeonato Brasileiro para essa rodada, então eram jogadores que não estavam jogando com mais regularidade. Acho que a gente produziu, inclusive, para sair daqui com a vitória.”
Durante o contato com os jornalistas, Lazaroni assumiu a postura de escudo e defendeu os jogadores que sofreram críticas pelo desempenho burocrático, focando em nomes como Matheus França e o ponta Marino Hinestroza. Ele garantiu que a dedicação nos treinamentos tem sido máxima e que a oscilação faz parte do processo de dar minutagem aos garotos e às opções do banco de reservas:
“Todos os jogadores presentes no grupo têm capacidade. […] Matheus França se dedica bastante, é um menino superprofissional, a quem foi dado a oportunidade.”
Sem muito tempo para descansar e avaliar o empate no Grupo G do torneio continental, a delegação do Vasco terá que atravessar o continente e focar na desgastante logística até Belém, no Pará, onde medirá forças contra o Remo, no próximo sábado, em duelo vital para subir na tabela do Brasileirão.