O processo de venda do futebol do Vasco recebeu uma manifestação de peso vinda diretamente dos bastidores do mercado nacional. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, comentou de forma aberta sobre as negociações avançadas envolvendo o seu enteado, o empresário Marcos Lamacchia, e a diretoria vascaína.
Em entrevista concedida ao podcast POD_i, a dirigente deu um forte aval positivo ao andamento do negócio de R$ 2 bilhões por 90% das ações da SAF, destacando o potencial financeiro do comprador para reestruturar a instituição carioca.
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A mandatária alviverde fez questão de frisar que não possui qualquer tipo de interferência política ou participação societária nos negócios conduzidos pelo empresário. A empresária elogiou as características profissionais de seu familiar disparando:
“O meu enteado está negociando com o Vasco, sim. Meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É totalmente independente. É uma pessoa correta. Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio. É uma pessoa brasileira, com patrimônio no Brasil e com capacidade de erguer qualquer clube. Acho um grande negócio. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo.”
A dirigente palmeirense também teceu duras críticas ao modelo de gestão tradicional e defendeu a transformação das associações em empresas para garantir a saúde financeira dos clubes. A gestora detalhou o seu ponto de vista afirmando de forma contundente:
“Não vejo futuro nesses clubes associativos. Sou adepta ao clube-empresa. Acho que para ter continuidade o clube precisa ter um dono. Nesses clubes associativos o presidente se deixa levar muito pela política, está sempre preocupado com o voto.”
O posicionamento da dirigente chega em um momento de forte instabilidade técnica, após o revés por 1 a 0 para o Atlético-MG colocar o time na 17ª posição do Campeonato Brasileiro. A entrada na zona de rebaixamento fez o próprio comprador solicitar reuniões urgentes com o presidente Pedrinho para exigir celeridade e evitar que a demora administrativa prejudique a busca por reforços na janela de transferências.
O diretor de futebol Admar Lopes necessita de garantias financeiras para qualificar o elenco gerido por Renato Gaúcho durante as três semanas de férias do grupo profissional.
A conclusão da transação acionária da Vasco SAF também esbarra na oposição jurídica movida pelos advogados da 777 Partners. A holding norte-americana ingressou com uma interpelação judicial para alertar o comprador sobre riscos contratuais futuros, alegando reter a propriedade real de 70% das ações.
Os representantes da empresa americana afirmam que a decisão liminar do TJRJ apenas suspendeu temporariamente os direitos políticos da companhia nos escritórios de São Januário. A diretoria do Vasco trabalha para obter certidões negativas junto à Fazenda Nacional na Recuperação Judicial e blindar juridicamente o futuro contrato bilionário.
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— Podcast Cruzmaltino (@PodCruzmaltino) May 27, 2026