O técnico Renato Gaúcho conheceu a sua primeira derrota no comando do Vasco na noite deste sábado (04). Após acumular três vitórias e dois empates em sua arrancada, o treinador viu a equipe sofrer uma dura virada por 2 a 1 para o Botafogo, dentro de São Januário, com gols marcados por Villalba e Matheus Martins para o rival, enquanto David descontou para os donos da casa. Durante a entrevista coletiva pós-jogo, o comandante foi contundente ao avaliar a postura defensiva do elenco.
O resultado negativo fez o Cruz-Maltino cair para a 9ª posição da tabela, estacionando nos 12 pontos. O treinador não escondeu a sua insatisfação com a forma como a equipe cedeu a virada:
“Não adianta a gente ficar aqui dando desculpas por falta de tempo. Porque vamos jogar a cada três dias. Até porque os erros que nós cometermos hoje foram os erros que eu corrijo sempre no vídeo. Eu costumo falar que os pequenos detalhes do futebol fazem um estrago enorme. E fizeram de novo hoje. Nós fizemos o mais difícil. Saímos na frente. Aí, por erros nossos, erros digamos, assim, até infantis”.
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A arbitragem e a defesa de Léo Jardim no Vasco
Apesar de assumir a responsabilidade coletiva pela desatenção, Renato não deixou de pontuar um erro crucial da arbitragem no lance que originou o primeiro gol adversário. Segundo o técnico, o juiz inverteu uma falta clara sobre o volante do Vasco:
“No fim do jogo, eu fui falar com o árbitro e falei que, na falta que resultou no gol do Botafogo, ele inverteu a falta. […] Fui ver agora e não, foi o jogador do Botafogo que fez a falta, ele inverteu a falta. Não estou dando desculpa pela derrota, mas não teria sido gol pelo menos naquele lance”.
O comandante também fez questão de blindar o goleiro Léo Jardim de possíveis críticas individuais em relação aos gols sofridos. Para Renato, a falha ocorreu no sistema como um todo:
“Hoje, sinceramente, não vejo falha do Léo. O cara deu um chute na gaveta. O outro foi um cruzamento, e a bola, infelizmente, o encobriu. Quando falo que a gente falhou é algo coletivo. Não importa se o jogador falhou ou não no lance. Ele é um grande goleiro, sem dúvida alguma, passa muita confiança para todos nós”.
— SportsCenter Brasil (@SportsCenterBR) April 5, 2026
Time alternativo na Sul-Americana e a adaptação estrangeira
O calendário apertado forçará o Vasco a rodar o elenco em seu próximo compromisso. A equipe viaja para enfrentar o Barracas Central na terça-feira (07), na Argentina, pela estreia da Copa Sul-Americana. Renato confirmou que poupará titulares:
“Hoje, eu mudei praticamente 50% do time justamente para dar mais gás, mais fôlego pelo desgaste que o time vem tendo. […] Não tem como levar todo mundo para a Argentina, voltar e atravessar o Brasil todo para ir para Belém. Jogadores são humanos, não são de ferro. […] A prioridade é o Brasileiro”.
Por fim, o treinador do Vasco comentou sobre a evolução do atacante Marino Hinestroza e a dificuldade natural de adaptação dos jogadores sul-americanos ao ritmo tático brasileiro:
“O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. O futebol brasileiro, com o colombiano, tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo. E é difícil jogar a cada três dias e corrigir tudo dos jogadores”.