A bilionária gestão da SAF cruz-maltina vive o seu pior momento administrativo e esportivo desde a consolidação da Recuperação Judicial no Rio de Janeiro. O balanço do Vasco divulgado pelo portal ge aponta que os mais de R$ 100 milhões injetados na contratação de reforços na primeira janela não surtiram o efeito desejado pelo comitê técnico.
Sob a batuta de Renato Gaúcho – demitido na última quinta-feira (18) -, a equipe encerrou o primeiro semestre de 2026 afundada na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, somando míseros 20 pontos na 17ª posição da tabela de classificação.
O retrato mais fiel desse desarranjo tático na Cidade Maravilhosa está no desempenho do uruguaio Alan Saldivia, zagueiro com maior minutagem em campo sob a nova direção. Apesar de ter iniciado o ano como titular indiscutível ao lado do jovem Robert Renan, o defensor sucumbiu à pressão das arquibancadas após falhas decisivas e três gols contra assustadores.
O estopim para a perda de espaço ocorreu na derrota por 3 a 0 para o Bragantino, obrigando os scouts a buscarem um novo zagueiro destro no mercado devido à instabilidade de Saldivia e do veterano Cuesta.
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O peso financeiro dos reforços do Vasco
A insatisfação popular também atinge em cheio os cofres da companhia devido aos R$ 60 milhões gastos nas aquisições de Marino Hinestroza e Brenner. Contratados com o status de soluções ofensivas imediatas para o elenco, os dois atacantes chegaram fora de forma após longas férias e sofrem para acompanhar o ritmo físico do futebol nacional.
A avaliação do departamento esportivo indica que a pressa para colocá-los em campo acabou queimando os atletas perante os torcedores mais exigentes.
O atacante Hinestroza, inclusive, foi pivô de uma enorme polêmica no final de maio, quando uma torcida organizada do Vasco cobrou o jogador rispidamente no portão do centro de treinamento, exigindo sua rescisão. Para piorar o cenário, o colombiano acumula 18 exibições e nenhum gol, enfrentando sérios problemas de desgaste tático com Renato Gaúcho no dia a dia.
Já o centroavante Brenner começou marcando três gols rápidos, mas amarga um jejum incômodo de 11 partidas sem balançar as redes, sendo empurrado para o banco de reservas pelo argentino Claudio Spinelli, que compensa a falta de técnica com muita entrega em campo após se transferir do Independiente del Valle.
Brenner é um dos jogadores mais criticados dos reforços que chegaram ao clube – Foto: Alexandre Durão/Portal GE
As raras notícias boas da Colina Histórica
A única grande unanimidade entre os torcedores do Vasco atende pelo nome de Johan Rojas, meio-campista colombiano de 23 anos. Trazido ao Rio de Janeiro por indicação de Fernando Diniz, o armador mostrou grande refino técnico e assumiu a emblemática camisa 10 após a saída repentina de Philippe Coutinho.
Rojas é o garçom oficial do elenco no ano civil com duas bolas na rede e várias assistências, embora precise evoluir nos quesitos de combatividade defensiva exigidos pela atual comissão.
Outro reforço que iniciou sua trajetória de forma avassaladora foi o ala Cuiabano, acumulando quatro passes para gol e uma bola na rede logo nas primeiras semanas de trabalho. O jogador de 23 anos desbancou o consagrado Lucas Piton na ala esquerda, mas uma grave contusão muscular na coxa travou a sua evolução física antes da paralisação imposta pela Copa do Mundo de 2026.
A diretoria aposta as suas fichas na reestruturação técnica do Vasco na intertemporada para recuperar o investimento milionário e salvar o ano esportivo.
O #Vasco sob Pedrinho e Felipe: investimentos altos, resultados abaixo do esperado e um time em construção. Desde a chegada de Pedrinho (presidente) e Felipe (diretor técnico), o #Vasco apostou forte em reforços, especialmente na frente de ataque e meios.… pic.twitter.com/GdKaGHN6Ek
— Herivelton tubarão Vascaino (@Lim11Araujo) June 4, 2026