O presidente do Vasco, Pedrinho, quebrou o silêncio em entrevista ao canal Atenção, Vascaínos! após ser afastado do conselho de administração da Vasco SAF por ordem da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O dirigente buscou tranquilizar a torcida sobre o processo de venda do futebol, afirmando que as conversas com o empresário Marcos Lamacchia continuam progredindo de forma positiva, apesar da turbulência política que atinge o clube.
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A solidez do investidor e a necessidade de uma manifestação pública nas negociações foram defendidas pelo ex-jogador:
“Se o investidor não conhecesse exatamente quem eu sou, ele poderia desistir do negócio com todo esse tumulto. Eu já sei todos os caminhos que eles vão seguir para deixar o investidor duvidoso, mas eles estão enganados. Cada vez mais que eles fazem isso, o investidor fica mais à vontade e seguro para fazer negócio com o Vasco. Por enquanto não, pelo menos demonstrou muito mais interesse, ainda mais pelo que estão fazendo comigo. Se o negócio não andar é responsabilidade total deles. Inclusive acho que em algum momento o investidor tem que falar. Parece que só eu falo. Falei muitas vezes com ele de ontem para hoje. Causa uma revolta e estranheza.”
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Bloqueio na janela e nomeação de interventora judicial
Pedrinho lamentou o impacto desportivo provocado pela intervenção da advogada Samantha Mendes Longo, que assumiu o comando da empresa por 60 dias e congelou as decisões imediatas da diretoria. Essa disputa nos tribunais prejudica severamente o planejamento do Vasco para o segundo semestre, inviabilizando a chegada de um aporte financeiro desenhado para reforçar o time na próxima janela de transferências.
As consequências da briga política interna no futebol foram criticadas abertamente:
“Se a gente já tivesse acelerado todos os processos, a gente já tinha a possibilidade de ter um aporte no meio do ano até para investimento no futebol, que facilitaria muito. Mas com todos esses problemas causados de forma intencional, além de querer afastar o investidor, é obviamente prejudicar de forma desportiva.”
O racha político e as denúncias de traição por parte de pessoas próximas dentro de São Januário marcaram o desabafo mais pesado do presidente do Vasco. O dirigente revelou sofrer pressões ligadas ao seu patrimônio particular e declarou abertamente sentir receio por sua segurança devido aos enfrentamentos necessários para proteger a instituição.
O sentimento de impotência administrativa após a liminar judicial foi detalhado de forma firme:
“A gente vai avaliar juridicamente para tomar a decisão que não atrapalhe a instituição. Muitas pessoas desde ontem ficam perguntando sobre nomes. Tenho indícios, algumas exonerações, vocês podem observar. E alguns nomes grandes que não quero dar por medo mesmo, do que pode acontecer comigo. Eu comprei diversas brigas. Com a 777, foi duríssima. Confiei fielmente numa dessas pessoas que se vira contra mim, a RJ é uma questão familiar que é muito dura, recebi ameaça sobre perder patrimônios. Vou ser burro, bandido, mau caráter? Vou botar meus patrimônios para roubar uma merrequinha e perder um patrimônio que vale muito mais? Vocês querem a cadeira? Concluam a venda e eu saio. Pela informação que tenho, perdi qualquer direito de assinatura da SAF. Eles botaram uma mulher lá que me fugiu o nome. Estou de mãos atadas. É muito difícil.”
Pedrinho em entrevista ao canal Atenção Vascaínos! – Foto: Reprodução
Queda de Renato Gaúcho e realidade do mercado
Pedrinho explicou que a saída do técnico Renato Gaúcho do comando do Vasco ocorreu por critérios de desempenho cotidiano nos treinos, e não pelas coletivas que expunham o grupo de jogadores. O presidente pontuou que, sem dinheiro novo no futebol, o clube precisará de muita criatividade no mercado para fechar com um substituto viável.
As limitações financeiras e a conversa franca com o antigo treinador foram expostas de forma transparente:
“A demissão foi por uma questão de qualidade no dia a dia sobre alguns aspectos de jogo que entendia que não iríamos progredir. As pessoas perguntam por que esperou tantos dias para mandar o Renato embora. Porque ali eu ainda estava em uma expectativa de retorno diferente. Saíram algumas notícias que ele não acreditava. Se não acreditava era difícil dar continuidade. O Renato é um cara que adorei trabalhar com ele. O que falei para ele é que não prometo coisas que não consigo cumprir. Até porque teria todo o problema do investidor. Não sabia se a gente teria o dinheiro para contratar jogadores de uma prateleira diferente. Ao mesmo tempo faríamos o que fizemos até agora sem investidor: contratações que deram certo, outras que não deram, mas tivemos que nos movimentar no mercado como sempre.”
O presidente do Vasco se colocou totalmente à disposição para abrir suas movimentações bancárias e enterrar de vez as suspeitas levantadas pela oposição.
No fim, o mandatário deu respaldo ao ídolo Felipe Maestro e expôs a conduta prejudicial de Manuel Capasso, ex-zagueiro argentino com passagem conturbada pela colina histórica, que foi acusado de sabotar o cotidiano no centro de treinamento e vazar informações para canais do ambiente digital.
As atitudes do antigo defensor que racharam o vestiário da equipe foram detalhadas sem cortes na parte final da entrevista:
“Ele poderia ter dado uma resposta diferente, as pessoas entenderiam. Era um jogador que vazava tudo que aconteceu no CT. Tudo. Chegou a botar um negócio sujo, no gatorade, para dizer que estava sujo. Que humilhava a instituição. Ganhava 10, perdia 1 e a pergunta era por que fulano não estava jogando. São Januário choveu, e a pergunta era ‘por que ele não está jogando?’. Nós sabíamos que esse atleta tinha essa relação com esse youtuber. Esse atleta estava tendo uma conduta maldosa e destruindo a instituição e seus próprios companheiros. A ponto de ele entrar e os jogadores virarem para outro lado. Mas aquela entrevista entrou por um caminho ruim por conta do momento ruim que ele viveu ali. Mas o Felipe merece muito respeito. É o maior vencedor da história do clube. E não falo porque é o meu amigo, não.”