O Vasco da Gama decidiu não apenas se defender, mas contra-atacar no processo movido pela Arena das Dunas. O estádio de Natal cobra a devolução de R$ 700 mil referentes a um amistoso contra o Montevideo Wanderers, que deveria ter ocorrido em julho do ano passado, mas foi cancelado.
Em resposta enviada à Justiça do Rio de Janeiro, o clube carioca afirmou que não pretende devolver o valor e, mais do que isso: exige o pagamento dos R$ 300 mil restantes do contrato original de R$ 1 milhão.
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“Quem pagou a conta?”: Vasco questiona legitimidade da cobrança
Utilizando um mecanismo chamado reconvenção, o Vasco processou a Arena dentro da mesma ação. O clube alega que cumpriu sua parte e que o jogo não aconteceu por culpa exclusiva dos organizadores e da falta de garantias dadas ao time uruguaio.
Um dos argumentos mais fortes da defesa vascaína é financeiro. O clube afirma que a Arena das Dunas acusa o Vasco de “enriquecimento ilícito”, mas que, na verdade, o estádio não comprovou ter sido o autor dos pagamentos. Segundo os advogados, o dinheiro que chegou aos cofres do clube veio de terceiros estranhos ao contrato:
“Sem essa prova mínima de titularidade e de efetivo desembolso, o pedido de restituição não pode prosperar.”
O Vasco também aponta que o pagamento de R$ 700 mil não foi um “adiantamento“, mas sim um pagamento incompleto e atrasado, já que a cota total de R$ 1 milhão deveria ter sido quitada integralmente antes da data prevista.
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O Vasco solicitou que a Liga Universitária, organizadora do evento, seja incluída no processo. O clube relembrou que o cancelamento se deu porque o Montevideo Wanderers se recusou a viajar devido à ausência de garantias e descumprimento contratual das empresas responsáveis pela “Vitória Cup“.
O jurídico cruzmaltino foi além e citou um caso semelhante envolvendo Santa Cruz e Defensa y Justicia, organizado pelas mesmas pessoas, sugerindo um padrão de conduta lesiva. A defesa alega que os organizadores podem ter lucrado com a venda de ingressos, mesmo sem a realização do jogo, tangenciando a má-fé.
Além da cobrança dos R$ 300 mil restantes, o Gigante da Colina pede que a Arena e os organizadores sejam condenados a pagar multas de R$ 10 mil por cada cláusula contratual descumprida, além de arcar com as custas do processo.
Portanto, o Vasco pediu que a Justiça indefira qualquer tentativa de arresto de bens (bloqueio de contas), lembrando que o clube está em processo de recuperação judicial.
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