As especulações bilionárias em torno da nova Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco acenderam o sinal de alerta no maior rival do estado. Conforme detalhado em um vídeo publicado nesta quinta-feira (02) no canal Direito Empresarial, o professor e advogado José Humberto revelou que o flamengo monitora a situação de perto e pode intervir juridicamente para tentar proibir a concretização do negócio.
O alvo da polêmica é o empresário Marcos Lamacchia, forte candidato a assumir o Gigante da Colina e que carrega o peso de ser familiar de Leila Pereira, a poderosa presidente do Palmeiras.
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As alegações do rival sobre a venda do Vasco
O possível conflito de interesses na elite do Campeonato Brasileiro é a principal arma que os opositores planejam utilizar contra o Vasco.
Segundo a tese abordada pelo advogado, as entidades reguladoras e a CBF possuem normas rigorosas de fair play financeiro que visam impedir que pessoas da mesma família controlem times diferentes na mesma divisão, evitando qualquer margem para manipulações ou favorecimentos de mercado.
Sabendo dessa brecha legal, a diretoria rubro-negra aguarda pacientemente as assinaturas dos contratos para iniciar a batalha nos tribunais desportivos e comuns. O jurista explicou exatamente como funcionaria esse bote:
“A estratégia aqui é clara: tentar anular essa operação depois de anunciada essa venda porque agora no momento falta interesse porque não há uma venda efetivamente anunciada”.
NÃO VEJO PROBLEMA NA VENDA DA SAF DO VASCO. 1- MARCOS LAMACCHIA NÃO É FILHO DE LEILA PEREIRA 2- LEILA PEREIRA NÃO É DONA DO PALMEIRAS 3- A BETANO PATROCINA O CAMPEONATO E O FLAMENGO, ISSO É CONFLITANTE. 4- O BRB PATROCINA O FLAMENGO E ESTA ENVOLVIDO COM O BM, ISSO É CONFLITANTE. pic.twitter.com/kvCvlDw3cR
Crefisa e o impacto da mudança de patamar no Vasco
O temor gerado na Gávea se justifica pela drástica mudança de patamar que ocorreria no Vasco. O especialista do vídeo lembrou que o time vizinho faturou em 2025 os mesmos R$ 2 bilhões que agora estão na mesa de negociações para a aquisição da SAF cruzmaltina.
Com o mesmo poder de fogo nos cofres, o esquadrão de São Januário passaria a bater de frente por todos os títulos de peso do calendário nacional e sul-americano, encerrando a folga financeira dos rivais.
A irritação com a parceria já havia sido demonstrada quando a Crefisa injetou R$ 80 milhões nos cofres do clube através de um empréstimo, que inclusive foi questionado por outras diretorias na época.
Apesar de todo o imbróglio jurídico que se desenha no horizonte, José Humberto destacou que acredita na operação do Vasco:
“Eu torço pela venda do Vasco para o Marcos Lamacchia sim pois é uma pessoa séria, forte financeiramente e que vai mudar a estrutura financeira e a estrutura do futebol do clube”.